Aves de grande porte, como as baleias-azuis e as baleias-de-aleta, podem estar se recuperando nas águas da África do Sul, de acordo com um estudo recente publicado. Os avistamentos desses mamíferos marinhos aumentaram nos últimos anos, o que pode ser um sinal de recuperação após terem sido quase eliminados da região pela caça comercial no século XX.
Contexto Histórico
Os cientistas estimam que cerca de 350.000 baleias-azuis antárticas (Balaenoptera musculus intermedia) e 725.000 baleias-de-aleta (B. physalus quoyi) foram mortas no Atlântico durante a era da caça comercial, entre 1913 e 1978, levando ambas as espécies à beira da extinção.
Um time de pesquisa liderado por Bridget James, da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, buscou avaliar se ambas as subespécies estão se recuperando no ecossistema de Benguela, no sudeste do Atlântico. Essa região é um trecho de água entre as costas oeste de Angola, Namíbia e África do Sul, onde as correntes trazem nutrientes das profundezas do oceano para a superfície, produzindo ricas flores de krill, um crustáceo marinho que ambas as subespécies de baleias consomem.
Resultados do Estudo
Entre 1964 e março de 2025, a equipe encontrou 17 relatos de avistamentos de baleias-azuis e um relato de encalhe na região. Eles também registraram 76 avistamentos de baleias-de-aleta e seis encalhes. As baleias-azuis foram mais frequentemente vistas entre o final da primavera e o verão (outubro-dezembro) e outono (março-abril) no ecossistema de Benguela, enquanto as baleias-de-aleta foram vistas durante todo o ano.
Embora o número de avistamentos ainda seja relativamente baixo, 95% deles foram registrados desde 2012. James disse à Mongabay por e-mail que o ecossistema de Benguela é um corredor migratório entre as áreas de reprodução e alimentação para as baleias, e que...
Implicações e Perspectivas
Os resultados do estudo sugerem que as baleias-azuis e as baleias-de-aleta podem estar se recuperando na região, o que é um sinal positivo para a conservação dessas espécies. No entanto, é importante notar que o número de avistamentos ainda é baixo e que mais pesquisas são necessárias para confirmar a tendência de recuperação.
Além disso, é fundamental continuar a proteger essas espécies e seus habitats, bem como promover a conservação do ecossistema de Benguela, que é essencial para a sobrevivência dessas baleias.
Conclusão
Os avistamentos de baleias-azuis e baleias-de-aleta na África do Sul sugerem que essas espécies podem estar se recuperando, o que é um sinal positivo para a conservação. No entanto, é importante continuar a monitorar a situação e promover a conservação dessas espécies e seus habitats.
Fonte / Referência: Mongabay