Introdução
Em uma tarde de dezembro, Suphut Hom Chunthit e sua esposa cuidavam de suas 12 árvores de durian. Suphut mostrou aos repórteres seu sistema de irrigação caseiro, uma série de tubos que transportam água do canal Yang Deng próximo. As árvores de durian estavam em seu quarto ano, disse Suphut, então elas deveriam frutificar e estar prontas para a colheita mais tarde em 2026 — se sobreviverem.
“No ano passado, só podíamos regar as árvores de durian por 15 minutos por dia”, disse Suphut, que também cultiva mandioca, arroz, ameixas, borracha e rambutã em Phanom Sarakham, um distrito na província de Chachoengsao, na Tailândia. “É mal suficiente para mantê-las vivas.”
Impacto Ambiental
Três quilômetros, menos de 2 milhas, abaixo da estrada da fazenda de Suphut, encontra-se o Parque Industrial 304 (Chachoengsao), lar de plantas de eletrônicos, automotivas e processamento de alimentos, e uma usina de biomassa. O parque também é o local da planejada usina de energia Burapa de 600 megawatts.
No entanto, os moradores locais, como Suphut, dizem que temem que a instalação de gás natural liquefeito (GNL) possa exacerbate a escassez de água e a poluição do ar ligada à expansão da indústria em Chachoengsao.
A usina Burapa precisará de até 12.000 metros cúbicos (424.000 pés cúbicos) de água por dia, de acordo com sua avaliação de impacto ambiental (AIA) de 2021 — equivalente ao consumo diário de cerca de 49.000 residentes de Chachoengsao, medido por um estudo de 2024.
Enquanto isso, o distrito de Phanom Sarakham já enfrenta um “risco médio-alto” de seca, de acordo com o Atlas de Risco Hídrico da World Resources Institute.
Conclusão
Os agricultores tailandeses, como Suphut, temem que a construção da usina de GNL possa agravar os problemas de escassez de água e poluição do ar na região. É fundamental que sejam tomadas medidas para mitigar esses impactos e garantir a sustentabilidade da indústria e da agricultura na região.
Fonte / Referência: Mongabay