Introdução
Em discurso na Semana de Ação Climática de Londres (LCAW), na 3ª feira (23/6), o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu às empresas de inteligência artificial mais transparência quanto às suas pegadas ambientais. E reforçou que tanto a crise climática quanto a energética são alimentadas pela mesma fonte destrutiva: os combustíveis fósseis.
“Chega de custos escondidos. Chega de impor este fardo aos mais vulneráveis. Se a IA quer contribuir para a construção de um futuro melhor, precisa ser honesta sobre o seu custo atual”, instou, em um momento em que a Europa volta a sufocar sob uma onda de calor.
A Iniciativa de Transparência Ambiental da IA
Guterres anunciou o lançamento da AI Environmental Transparency Initiative, que exige que as grandes empresas de IA divulguem sua pegada ambiental, incluindo emissões de carbono, consumo de água e uso de solo para alimentar suas operações, entre outros indicadores. A iniciativa também propõe que as empresas se comprometam a alimentar suas instalações com energia 100% renovável até 2030.
Um estudo da ONU concluiu que os data centers instalados no mundo consumiram, em 2025, mais eletricidade do que todos os países, exceto dez. E até 2030, poderão consumir mais energia do que todos os países, exceto cinco.
Impacto Ambiental da IA
O levantamento salienta que o consumo de água e de energia e a poluição associada à IA devem duplicar em apenas quatro anos. Isso destaca a necessidade urgente de ações para reduzir o impacto ambiental da IA e garantir que sua contribuição para o desenvolvimento sustentável seja maximizada.
Conclusão
A exigência de transparência sobre o custo ambiental da inteligência artificial é um passo crucial para garantir que a IA seja desenvolvida e utilizada de forma responsável e sustentável. A iniciativa da ONU é um chamado à ação para as empresas de IA e para a comunidade global, para que trabalhem juntas para reduzir o impacto ambiental da IA e construir um futuro mais sustentável.
Fonte / Referência
Fonte: ClimaInfo