Introdução
A Amazônia, um dos ecossistemas mais importantes do planeta, tem enfrentado desafios significativos em relação ao desmatamento. No entanto, de acordo com dados recentes do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), houve uma redução de 31% no desmatamento entre agosto de 2025 e maio de 2026.
Foram 1.949 km² desmatados, o que representa 876 km² a menos do que no período anterior. Essa tendência de queda é um sinal positivo, mas é fundamental garantir a continuidade das ações de controle do desmate para que essa trajetória de diminuição seja mantida.
Tendência de Queda no Desmatamento
O levantamento demonstra que o ‘calendário do desmatamento’ – que vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte – segue apresentando tendência de queda. Faltando apenas dois meses para o seu fechamento, é crucial manter as ações de controle do desmate.
“O levantamento demonstra que o ‘calendário do desmatamento’ – que vai de agosto de um ano a julho do ano seguinte – segue apresentando tendência de queda. Faltando apenas dois meses para o seu fechamento, é fundamental garantir a continuidade das ações de controle do desmate para que essa trajetória de diminuição seja mantida”, afirma Carlos Souza Jr., pesquisador do Imazon.
Desafios Persistem
Apesar da redução, a área devastada ainda supera a extensão territorial da cidade de São Paulo. O mês de maio, analisado isoladamente, também mostra aumento da destruição: foram 313 km² de floresta devastada, o que representa uma alta de 6% em relação a maio de 2025.
O território afetado equivale a mais de 1.000 campos de futebol por dia, segundo o Pará Terra Boa. Isso destaca a importância de manter a vigilância e as ações de proteção ambiental.
Estados Mais Afetados
Em maio, o Pará liderou a devastação entre os estados da Amazônia brasileira, respondendo por 34% da redução da floresta. Mato Grosso (29%) e Amazonas (19%) completam o “top 3” da devastação. O trio foi responsável por 82% de toda a destruição detectada na região.
Unidades de Conservação
Entre as Unidades de Conservação (UCs), cinco das dez mais desmatadas estão no Pará, com destaque para a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, que lidera a lista, com 13 km² de desmate em maio.
DegradaÇÃO Florestal
Quanto à degradação florestal, ocasionada por queimadas e extração de madeira, o período de dez meses registrou baixa de 93% em comparação a agosto de 2024 e maio de 2025, destaca o Poder 360.
Conclusão
A redução de 31% no desmatamento na Amazônia nos últimos 10 meses é um sinal positivo, mas não deve ser motivo para complacência. É fundamental continuar as ações de proteção ambiental e controle do desmate para garantir a preservação da Amazônia.
Fonte / Referência: ClimaInfo