Introdução
A Europa está prestes a enfrentar uma nova onda de calor, que pode ser ainda mais mortal do que a anterior, alertou a Organização Mundial de Saúde (OMS) na última terça-feira (7/7). Com mais de 9 mil mortes associadas às altas temperaturas na última onda de calor, sendo 5 mil somente na Alemanha, o continente europeu está em alerta para as consequências devastadoras do aquecimento global.
A Nova Onda de Calor
A nova onda de calor que se aproxima da Europa já está se formando sobre o Atlântico, com previsões de temperaturas extremas em Portugal, sul da Espanha, França, Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo. A OMS alerta que essas temperaturas podem ser ainda mais letais do que as anteriores, especialmente para populações vulneráveis como idosos, pessoas em situação de rua e aqueles socialmente isolados.
Consequências da Onda de Calor Anterior
A onda de calor de 20 a 28 de junho foi a mais severa já registrada na Europa, interrompendo a geração de energia elétrica, danificando a infraestrutura e sobrecarregando os sistemas de saúde. Um estudo da World Weather Attribution mostrou que o calor extremo seria praticamente impossível sem as mudanças climáticas, provocadas pelas emissões antrópicas de gases-estufa.
Preparação e Resposta
O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, destacou a importância de ter planos de ação para a saúde em altas temperaturas. No entanto, menos da metade das nações europeias que integram a entidade tem esses planos, o que pode agravar a situação. Kluge enfatizou a necessidade de corrigir as falhas do passado e construir sistemas de saúde preparados para responder ao calor extremo.
Conclusão
A Europa está diante de um desafio significativo com a aproximação de uma nova onda de calor. A OMS alerta para a necessidade de preparação e resposta eficazes para mitigar as consequências devastadoras do aquecimento global. É fundamental que os países europeus tomem medidas imediatas para proteger suas populações, especialmente as mais vulneráveis, e trabalhem juntos para construir um futuro mais sustentável e resiliente.
Fonte / Referência
Source: ClimaInfo