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Desmatamento na Amazônia: Como a Falta de Emprego e Renda Impulsiona a Destruição da Floresta

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Introdução

A Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, está enfrentando uma crise sem precedentes. O desmatamento, que já foi um problema grave na década de 1990, continua a ser uma ameaça constante à biodiversidade e ao clima do planeta. Um estudo recente publicado pelo site ClimaInfo aponta que a falta de emprego e renda entre os habitantes da Amazônia é um dos principais motivos que impulsionam o desmatamento na região.

O Estudo

O estudo, intitulado “Rematamento produtivo, conservação e desenvolvimento econômico na Amazônia Brasileira”, destaca que os amazônidas convivem com indicadores socioeconômicos inferiores à média nacional. Em 2021, o PIB real per capita da Amazônia Legal era de R$ 32 mil, quase um terço abaixo dos R$ 44 mil registrados no restante do Brasil. Essa fragilidade econômica está intimamente ligada à escassez de bons empregos.

Consequências do Desmatamento

O desmatamento na Amazônia teve seu pico na década de 1990, mas nunca parou completamente. De acordo com o estudo, parte das pessoas da região estão economicamente ligadas a atividades que destroem a floresta, como garimpo, exploração de madeira e criação de gado. E não há a criação de alternativas a isso.

Priorização de Atividades Destrutivas

A priorização de atividades destrutivas em detrimento da preservação se reflete no comportamento eleitoral. No governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), o desmatamento na Amazônia passou de 28,5 mil km² para 45,6 mil km². Ainda assim, Bolsonaro obteve entre 65% e 75% dos votos em Rondônia, Acre, Mato Grosso e Roraima na disputa pela reeleição.

Reversão da Perspectiva

A reversão dessa perspectiva passa pelo que o pesquisador chama de “rematamento produtivo”, ou seja, a conversão de áreas já desmatadas e pastagens degradadas em sistemas agroflorestais, baseados em espécies perenes. Essa estratégia teria como métrica de sucesso a geração de emprego e renda, e não apenas a extensão de área recuperada.

Conclusão

O estudo estima que empreendimentos sediados na Amazônia já faturam US$ 7,2 bilhões por ano com produtos ligados a esse tipo de atividade. Um valor que representa apenas 3% de um mercado total estimado em US$ 230 bilhões. É fundamental que sejam criadas alternativas econômicas sustentáveis para a região, priorizando a geração de emprego e renda, e não apenas a extensão de área recuperada.

Source / Reference

Fonte: ClimaInfo

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Tags: desmatamento, Amazônia, emprego, renda, conservação ambiental

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