Introdução
O Sudeste Asiático é uma região de grande diversidade cultural e ambiental, com muitos desafios para a conservação da natureza. No entanto, as mulheres que trabalham na conservação enfrentam desafios adicionais, como a falta de apoio e reconhecimento em seus papéis profissionais.
Jessa Cabaay, gerente técnica da Community Centered Conservation (C3), uma organização sem fins lucrativos baseada nas Filipinas, sabe bem como é isso. Quando começou a trabalhar na conservação marinha, ela frequentemente se sentia sozinha em reuniões com stakeholders, sentindo que sua audiência questionava sua credibilidade.
Desafios enfrentados pelas mulheres na conservação
Cabaay relata que os pescadores com quem trabalhava não a ouviam nos primeiros momentos em que tentava falar com eles sobre a criação de áreas protegidas marinhas (MPAs). Ela acredita que isso se devia a crenças culturais arraigadas em muitas comunidades costeiras filipinas, que colocam as mulheres em papéis domésticos em vez de profissionais.
Essas expectativas podem ser um grande obstáculo para as mulheres que desejam trabalhar na conservação. No entanto, Cabaay encontrou apoio e encorajamento através de uma rede de apoio entre pares que liga profissionais femininas de conservação em todo o Sudeste Asiático.
A rede de apoio entre pares
A iniciativa, chamada Network of Women (NOW), é liderada pela Asian Species Action Partnership (ASAP), uma coalizão interagências baseada em Cingapura que se concentra em espécies criticamente ameaçadas de vertebrados terrestres e de água doce. Lançada em 2021, o programa combina encontros presenciais e liderança para apoiar as mulheres na conservação.
Cabaay afirma que conectar-se com outras mulheres que enfrentam desafios semelhantes foi um divisor de águas: "Eu percebi que não estou lutando sozinha. Nós todas sentimos o mesmo".
Conclusão
A rede de apoio entre pares é um exemplo de como as mulheres podem se apoiar mutuamente na conservação. É fundamental que as organizações e os governos apoiem essas iniciativas para promover a igualdade de gênero e a diversidade na conservação.
Fonte / Referência: Mongabay